segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Percepções
As marcas do tempo vivido
Cicatrizam mas não somem,
Como as marcas das chibatas
Devidas ao fato que domem...
As noites dos tempos doridos
Envilecem mas não dormem
Enquanto o saber fizer sentido
Entre o macho e o homem.
Assim velamos nossos corpos
Que açulam, mas não morrem
Entre os desmaios das dores.
Uma espera a ser compensada
Pelas manhãs de frio e calores
Entre o berço e o terço agora
Frios na espinha
O medo anda pelo corpo,
Dói a espinha dorsal,
Tremem as mãos,
Esfria a testa resignada de suar frio,
Estático, espero a transição
Para pavor ou calma.
Sigo adiante, passo a passo
Pela sala, pelo tapete enrugado
Tropeçando nos meus passos
Vesgos
De procurar o interruptor.
Da luz?
Da esbarra.
check-up
O sonho parece realidade...
Estava voando novos ares
Quando a nau do sonho abate.
Caio em mim
Não sabendo discernir a falha
Nesta lida de correr atrás
Do tempo perdido, visualizado
Em check-up.
Aqui somamos pormenores
De fatos irrelevantes, boatos,
Itinerantes ruídos apáticos
De carros passando ao largo,
Avisando que
O sonho parecido realidade
Esvai-se no mar de novos ares
Quando a nau me abate.
Doídas versões da verdade
Às vezes a palavra conforma,
Outras vezes irrita, mesmo doces...
Assim é a vida comunitária,
Azedam-se relações por quase nada,
Mas são nadas que se repetem
E se avolumam... se avolumam...
Até que explodam, inusitadas.
Das doces companhias restam
Poucas saudades, uma ou outra alegria...
O resto é enfadonha companhia.
Mas somos gregários,
Chateamos nossos pares
Até que nos chateiem suas formas
De conviver, coniventes.
Mas, a palavra que desmorona
Às vezes conforta os conformes
De uma vivência coletiva,
Por demais ativa, desativa.
Esconde-se, morigere lasciva,
Prenhe de outras palavras
Decisivas.
Assinar:
Postagens (Atom)