desunião
Esta aliança vazia,
Ainda cheia de dedos
E do finar dos dias
De tantos segredos...
Lencinho rosa
Este é o lenço de Cida,
Com que ela abana
E assoa despedidas.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
motiva mentos
O inconcebível momento deste dia
Puxa as pernas da alegria ingênua
E as faz bobas de rir sem motivos...
Apenas o princípio ativo de sorrir.
Agora o amor se espane em farpas
Entre os pequenos eleitos e velhos,
Assumidamente bons ouvintes...
Mesmo que não entendidos sábios.
Riem, sem saber de que, mas riem,
Das pequenas máscaras de alegria
Às velhas ruínas da percepção.
Riem de que, afinal? Se a razão
Do riso é mais por medo de calar
E ser reconhecidos vivos.
O inconcebível momento deste dia
Puxa as pernas da alegria ingênua
E as faz bobas de rir sem motivos...
Apenas o princípio ativo de sorrir.
Agora o amor se espane em farpas
Entre os pequenos eleitos e velhos,
Assumidamente bons ouvintes...
Mesmo que não entendidos sábios.
Riem, sem saber de que, mas riem,
Das pequenas máscaras de alegria
Às velhas ruínas da percepção.
Riem de que, afinal? Se a razão
Do riso é mais por medo de calar
E ser reconhecidos vivos.
lascívia
Agora que todos dormem
A solidão dos incertos
Vejo a fome abocanhando
As frases desses excertos.
Aqui a força é mais lúcida,
Vale mais que a força bruta
A palavra desfechada
Entre os olhos e o cerebelo.
A solidão que todos dormem
Plácida acomodação de egos
É-me deixado pensar livre:
Talvez fosse revivida a força
Da adaga dita em frase mocha
Vertida nos jeitos lascivos.
Agora que todos dormem
A solidão dos incertos
Vejo a fome abocanhando
As frases desses excertos.
Aqui a força é mais lúcida,
Vale mais que a força bruta
A palavra desfechada
Entre os olhos e o cerebelo.
A solidão que todos dormem
Plácida acomodação de egos
É-me deixado pensar livre:
Talvez fosse revivida a força
Da adaga dita em frase mocha
Vertida nos jeitos lascivos.
Abrangências
À luz do sol a noite aviva
A próxima, descingida
De alguma aproximação
Entre as visões no escuro
E o escuro da claridão.
A luz desse sol ofusca
A visão tida no escuro
De coisas desacontecidas,
Pensadas vivas na reflexão,
Agora exposta à fusão.
O que passa e acena
Não é sujeito de pena,
Apenas veste-se mendigo
Na acalorada vertigem de
Não ser mais o que pensa...
Talvez mesmo a cena,
Vista antes no escuro,
Ao claro amanhecido
Seja a sombra desluzida
No desbrio da solidão.
À luz do sol a noite aviva
A próxima, descingida
De alguma aproximação
Entre as visões no escuro
E o escuro da claridão.
A luz desse sol ofusca
A visão tida no escuro
De coisas desacontecidas,
Pensadas vivas na reflexão,
Agora exposta à fusão.
O que passa e acena
Não é sujeito de pena,
Apenas veste-se mendigo
Na acalorada vertigem de
Não ser mais o que pensa...
Talvez mesmo a cena,
Vista antes no escuro,
Ao claro amanhecido
Seja a sombra desluzida
No desbrio da solidão.
Corredores
velhas casas de família
Têm extensos corredores,
Onde surgem novos olhos
E despedem-se os velhos...
Agora mesmo parte um
Acenando adeus aos meus
Olhos lacrimados pelo
Velho companheiro...
Enquanto pula e vibra
O novo pimpolho, aceso
Na ponta do corredor,
A roda da vida roda,
Espera a reza ao sepulto
Acorda o nascituro.
Quando você é gente
Alguns te reverenciam,
Outros atropelam nas faixas.
Alguns te idolatram,
Outros te mandam à merda...
Nada disso é definitivo.
Você pode ser pedestre
E depois ser motorizado.
Pode ser carona em moto,
Ou condutor em ônibus.
Sentiu a diferença?
É, amigo, quando você é gente,
Não tem gaiola, tem rua
Que te prende e te ameaça
E não deixa voar
Pensamentos...
velhas casas de família
Têm extensos corredores,
Onde surgem novos olhos
E despedem-se os velhos...
Agora mesmo parte um
Acenando adeus aos meus
Olhos lacrimados pelo
Velho companheiro...
Enquanto pula e vibra
O novo pimpolho, aceso
Na ponta do corredor,
A roda da vida roda,
Espera a reza ao sepulto
Acorda o nascituro.
Quando você é gente
Alguns te reverenciam,
Outros atropelam nas faixas.
Alguns te idolatram,
Outros te mandam à merda...
Nada disso é definitivo.
Você pode ser pedestre
E depois ser motorizado.
Pode ser carona em moto,
Ou condutor em ônibus.
Sentiu a diferença?
É, amigo, quando você é gente,
Não tem gaiola, tem rua
Que te prende e te ameaça
E não deixa voar
Pensamentos...
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