Tiro minhas luvas
Tiro minhas luvas
De pelica.
Sou brusco agora nas idéias,
Exponho minhas mágoas
E meus riscos...
E apanho,
não a gripe dessa chuva,
mas palmadas...
minhas palmas
estão vermelhas,
meus olhos lacrimados,
não do medo,
mas da raiva!
Seremos, enfim, nossos
Próprios
Lategadores.
Tiro minhas luvas
De leveza,
Me torno mal educado, e,
Com certeza malvisto
Na arquibancada dos omissos.
Quem sabe agora
Reconheçamos
Nossos viços.
O jarro antigo
Aquele jarro simples na estante
Espelha tantos passados...
Não é antiguidade comum
Dos fundos dos mares,
Tem o gasto das mãos
De minha avó,
Carregando as águas de beber
E as banhas de fritar...
Carregado das mágoas e
Lembranças,
Memória de um tempo casual
Entre esperança e desânimo,
As palavras cansadas de orar
E as vidas sorvidas.
Antigamente este jarro continha
As lágrimas.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Por essas horas
Por essas horas da saudade
Me procuro
Entre os tantos jantares e noitadas,
Uma miríade de cores,
Balões coloridos, velas numeradas
de aniversários adversários...
Tantos...
numa série de passados.
Por essas horas esquecidas
Me encontro
Entre os tombos e barrancos e
Uma miríade de cores
Descoloridos balões e velas...
Velas amigas, aniversárias
De uma cantiga
Tão antiga quanto.
insônias
O escuro de dentro
continua
escuro
Quando o escuro
de fora
clareia ao dia.
É a noite
que está correndo,
Com medo dessa
Escuridão
Vazia.
Por essas horas da saudade
Me procuro
Entre os tantos jantares e noitadas,
Uma miríade de cores,
Balões coloridos, velas numeradas
de aniversários adversários...
Tantos...
numa série de passados.
Por essas horas esquecidas
Me encontro
Entre os tombos e barrancos e
Uma miríade de cores
Descoloridos balões e velas...
Velas amigas, aniversárias
De uma cantiga
Tão antiga quanto.
insônias
O escuro de dentro
continua
escuro
Quando o escuro
de fora
clareia ao dia.
É a noite
que está correndo,
Com medo dessa
Escuridão
Vazia.
Quanto baste
Não basta
Que toquem a musica fúnebre,
É preciso que haja o morto
Estendido, atestado, autopsiado,
Para que se convençam
Os convencionais.
Assim como
O nascimento e seu momento...
E seu momento de provar-se
Nascido, parido, nascituro,
Por completo engulho,
Palmada dada.
Assim será
No casamento, testemunhado
Certificado, promulgado,
E a derrota divorciada
De promessas findas,
Anuladas.
Não basta
Que toquem a musica fúnebre,
É preciso que haja o morto
Estendido, atestado, autopsiado,
Para que se convençam
Os convencionais.
Assim como
O nascimento e seu momento...
E seu momento de provar-se
Nascido, parido, nascituro,
Por completo engulho,
Palmada dada.
Assim será
No casamento, testemunhado
Certificado, promulgado,
E a derrota divorciada
De promessas findas,
Anuladas.
Perigos da ambição
Ainda estaremos aqui
Quando
Se forem os meninos...
O toque dessa flauta
Espanta os ratos
E germina ambições.
Há um perigo enorme
Na presença de homens
De fé cega, (ou nenhuma)
Cuidado com os que
Se fazem grandes
Pelo talento único
De criar fortunas...
De olho na falha de homens
Viajam os meninos
Um enorme susto
Pelas sombras dos intentos:
Uns têm bombas
Outros a palavra,
Ambas armas perigosas.
Cuidado, muito cuidado!
Esse dragão das maldades:
A esperança,
É a última que mata.
Ainda estaremos aqui
Quando
Se forem os meninos...
O toque dessa flauta
Espanta os ratos
E germina ambições.
Há um perigo enorme
Na presença de homens
De fé cega, (ou nenhuma)
Cuidado com os que
Se fazem grandes
Pelo talento único
De criar fortunas...
De olho na falha de homens
Viajam os meninos
Um enorme susto
Pelas sombras dos intentos:
Uns têm bombas
Outros a palavra,
Ambas armas perigosas.
Cuidado, muito cuidado!
Esse dragão das maldades:
A esperança,
É a última que mata.
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