sexta-feira, 23 de maio de 2014



Aos que vêm do vazio


Aos que vêm do vazio
E tomam assento
Na memória de um tempo
Perdido no esquecimento...
Personagens incorporados
De amigos ou não amigos,
Apenas trazidos à tona
Por esquecidos.

Dedico cada momento
Desse enredo desenredado
Entre futuro e passados
E presentes no presente
Entre dores e risos
E a felicidade de os ter
Conseguido.

quarta-feira, 21 de maio de 2014



À luz dos sonhos
Dedico ao amigo Luíz Antonio Pennacchi no seu passamento hoje, vai com Deus, amigo...

O futuro,
Com seus espelhos invisíveis,
Procura-me nas ações de hoje...
Ainda vivo o ontem,
Recuperado ser.

O seu mistério,
Encoberto nas esperas,
Traduz as fases de viver-me
Ante os fatos consumados
Do ainda vivo ontem.

Aquele que sente asas
Deve procurar alçar voos
A este céu límpido,
Antes da tarde enfraquecer
A luz dos sonhos.

O futuro,
Com seus espelhos invisíveis,
Pode corta-las ao tempo
Vivido nas ações próximas
À luz dos sonhos.




Ressaltes


Deixei ficar em algum baú
A felicidade simples de sorrir
Sem mágoa nem motivo,
Apenas o instintivo sorriso
De em criança,

Balbucio de algumas letras
Sem nexo para os outros...
Importantes sussurros
Entre o chão de descobertas
E o céu de obscuros...


terça-feira, 20 de maio de 2014



A maioria das instituições  chamadas “novas universidades” nasceu de meros rearranjos de instituições, marcados por desmembramentos e fusões. Algumas universidades “criadas” ainda estão no papel. E isso, que é um fato, está espelhado nos números, que são do Ministério da Educação;
o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 – seis anos de mandato de Lula;
- Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);
Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;
 o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de mal planejamento:  em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;
O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;
Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina “companheira”. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 – 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período;
No governo FHC, a relação aluno por docente passou de 8,2 para 11,9 em 2003. No governo Lula, caiu para 10,4 (2008). É uma relação escandalosa! Nas melhores universidades americanas, a relação é de, no mínimo, 16 alunos por professor. Lula transformou as universidades federais numa máquina de empreguismo.
 há a preocupação de exibir números gordos. Isso faz com que a expansão das federais, dada como se vê acima, se faça à matroca. Erguem-se escolas sem preocupação com a qualidade e as condições de funcionamento, o que leva os estudantes a desistir do curso. A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.

segunda-feira, 19 de maio de 2014



Pretextos


Alguém passou adiante
O que a história não disse...
Agora pode ser verdade,
Mesmo escondida.

Os problemas dos outros
Serão sempre dos outros?
Lágrimas e sorrisos pousam junto.
Para os outros sou o outro.

O mundo se fabrica com barulho,
O silêncio é a pausa,
A distração dos martelos
Quietados por um momento...

Alguém passará adiante
A história não dita, pensada
Entre explosões dos aflitos,
Entre choros e risos.

O mundo se refaz disso,
De colher frutos nas pedras,
De torcer panos secos e tirar
Deles a gota que falta.