segunda-feira, 13 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
A obra de um homem
Infinita o homem…
Com quantas alegrias
Se faz a alegria?
Certa poesia
É tão concreta
Que não tem alvo
Nem seta…
Poetizar é inventar
Coisas que já existem…
Porque partiste
A casa ficou,
O coração acuado
Na extasia…
Quando o corpo
Começa a quebrar-se
A alma se inteira
E se entrega…
Tempo de plantio
É tempo de ajardinar
O mato crescido a esmo…
Sombrear o tempo
Que não esvaneça,
Sonhar que a vida
Não se ausente
No sentimento de vegeto
Ainda sendo gente.
Já fui todo canto,
Do pássaro nesse assombro
Entre as diversas fases
De empobrecimento,
Tendo sido perdedor
De galhos ressequidos
Pelo vento… Mas ganhador
Dos repentes como esse,
De poder voar,
Enraizado em pedra
E ter um pé ao mar,
Viajado na seca campal,
Que a perda com que medro,
Ganho, inda que pouco,
Na verdade de ser forte
Em sendo torto.
Estações
Da quadra
Que me faz florir
Em pleno inverno
Trago a lentidão
Da efratura,
Crescido
Em galhos tortos,
Frutificado
Em cedros
A cada ruptura…
Ao pôr do sol
Da pra ouvir a taturana
Roer a folha da palmeira…
Silêncio.
Não incomode a vida
Se transferindo aos corpos
Mutantes dessa tarde…
As meninas se maquiam
Para o happy hour,
Os meninos se procuram,
A TV cala dialogados…
O que se passa ao vento
Além da velha palmeira
Que atrai olhares
Furtivos?
Amanhecimentos
Lá vem o sol
Agarrando-se às nuvens
Com seus tentáculos
Coloridos…
Antes de expor-se inteiro
Para meu deslumbre…
Lá vem a pressa,
À qual não tenho apreço,
Dos que, quase acordados,
Caminham vesgos…
Lá vem o verde,
De há pouco escuro,
Fazer-se dono desse
Albor todo…
Lá vem meu dia
A me despertar
Ao novo.
Lugares
O lugar
Onde tudo acaba
Pode seja o mesmo
Onde tudo começou…
Não importa,
Importa a sensação
De se ter vivido
A corrida a esmo
Pelo desconhecido…
A espera pela manhã
De amanhã
Sem essa pressa
Que raivasse…
Apenas a palavra
Teimando aposse,
Em prometimento,
O lugar onde seja
O momento.
Quinta-essência
Na rua
De que me lembro
Criei de inventar
Eventos quintadores,
Ninhos de pássaros,
Tocas de tatus
Nichos de tatuas…
Galinhas ao relento.
Na rua que fabrico
Monto montículos
A perpetuar a ideia
De engenharia tosca
Reluzente ao tempo
Caiado reinventado…
Ao novo tempo.
Sem lamúria perfilho
Ter sido mais crente,
Que agora descreio
De ter sido forte
Enquanto fraco
E tornar-me fraco
Em sendo forte…
Para o momento.
Deixe sonhar
Quem está acordado…
De vez que possa
Dormir tranquilo.
O que posso afirmar
Do não vivido
Se não sei o que fere
Mais o meu sentido?
Episódicos
As coisas,
Acumuladas pelos anos,
Jazem nessa mesinha
De canto.
Isqueiros, barbatanas,
Ainda funcionam,
Aquele relógio plano,
Ainda funciona,
Como as coisas todas,
Que se as ative!
Ele é que já não vive
No cansado ano…
Se estiver com sono, durma.
Se tiver sono, durma.
É a recomendação do cardio.
Eu já tenho dormidos
Os meus sonos dissonados…
E além do mais
É o sono que me tem,
Quando assim lhe aprouve,
Eu só obedeço,
Não repenso o dia suado,
A ventilação do teto,
A farofa feito pedra,
E durmo,
Estando ou não acordado.
Relatos
Que livro
Me dirá a verdade?
O que li
Ou o que estou por ler,
Recomendado?
Ou a fala do senhor,
De passagem
Que conta o que veio a ter
Nessa página que
Lhe resta inda viver?
Talvez o gesto do menino
Que acaba de nascer
Virá mostrar-me
O Desacontecer
Dos fatos…
Notórios
Todas as verdades
Estão expostas
Nos menores gestos…
O que fala a boca,
Ou o noticiário,
Talvez não seja o certo,
A verdade será exposta
Nos tantos gestos
Dispensados.
Todos estão comigo?
Todos estão comigo
Nisto de sentir no vento
Suas presenças,
Das primas às coisas…
E em meu rosto sopra
A presença do que creio
Seja Deus em nós
Quando precedemos
As pessoinhas novas
A cada floração.
Todos estamos aqui
Superpostos
Em nossos descendentes,
Vindo de nossos ascendentes
Com mesmo genética fonte
Que nos faz, de nós,
Nós mesmos.
A vida dessas paredes
A vida dessas paredes
Difere da minha.
São rachaduras ou veias?
São retratos ou extratos?
Nossas vidas se completam
Enquanto coisas…
Não me sei mais que coisa
Entre paredes coisas
Com seus pregos segurando
Coisas…
E minha vontade
Segurando retratos
Desses parentes consanguíneos,
Como os pinhões nesses pinhais,
Essas laranjas nos laranjais,
Os bichos dessa floresta
Planta em nosso meio,
Sendo veio.
Eu.
Que me transo
Às horas tantas,
Vivendo-me
O que me haja
Por viver,
Sei-me
Capaz de tanto,
Correr as tantas
E me desacontecer
Sem pranto.
CONVIDO-OS A VISITAR MINHA PÁGINA
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Perse e Clube de Autores
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terça-feira, 7 de março de 2017
Tudo é discutível
Se alguém resolve faze-lo,
Até a idade da razão,
Último apelo…
Todos temos
Arcanjos no nome,
Poucos os tem
Na consciência…
Dos velho passantes
Ficaram as sombras
Que se deligam deles,
Cambaleantes…
Propalado
Assisti algumas missas,
Desacreditando no inferno.
Agora o Papa diz o que eu pensava…
Mas já não acredito em nada
O funil profundo
Grisalhas tricotando nas janelas,
A profunda imersão na saudade
De um dia terem sido
Senhorinhas desejadas, ainda belas…
Calçadas iluminadas pela chuva,
Grisalhos jogando dominó
Tentando ser a vida, ainda aquela,
Antes do pó…
Viagens pela consciência
Deslavada de memórias inúteis,
Absolutos donos das verdades
Descontestadas…
O tempo sendo levado por essa água
Trazida d’outras madrugadas,
As mentes a sonhar novos estágios
Entre o feito e o sonhado,
Deixado por fazer…
Assim a margem de erros
Se desconecta da realidade,
Um sonho deixado de viver desfaz-se
Em formas de poeiras anuviadas,
E vai-se ao entardecer…
Meu amigo,
Todo poema deve ser escrito,
Descrito assim como medo
Parece avesso do que foi pensado,
Mesmo que sofrido.
A vida é feita em círculos,
Que chegam, um dia,
A cruzarem-se fim ao início,
Nessa falência, se não for dito,
E ficar calado.
Toda roseira, se não for plantada,
Nem de espinhos verão sua arte…
Mas a arte floresce porque
A dor inspira mais que o riso,
Embora o riso seja esperada flor
Desse pegadiço plantador…
Mas por ofício o poeta está vivo
Nessa florescência,
Mesmo que doído.
Falência
( poema de ROBERTO NAVARRO )
Estou cansado de andar em círculos.
E de aguar roseiras que não vão crescer,
que até o próximo verão só engendrarão espinhos.
E de aguar roseiras que não vão crescer,
que até o próximo verão só engendrarão espinhos.
Estou farto de tantas coisas,
tantas que mal posso enumerar,
e no entanto aqui estou,
rabiscando um poema que ninguém lerá.
tantas que mal posso enumerar,
e no entanto aqui estou,
rabiscando um poema que ninguém lerá.
Tudo me parece tão inútil!
Este poema, por exemplo,
nunca devia ter sido escrito,
e, no entanto, aqui está,
além da metade.
nunca devia ter sido escrito,
e, no entanto, aqui está,
além da metade.
Você sabe,
meu bem, toda a verdade:
só se dá ao luxo de escrever poesia
quem morre de medo da vida
meu bem, toda a verdade:
só se dá ao luxo de escrever poesia
quem morre de medo da vida
A sacada
Não ter de ser bonita,
É feita
Pra apreciar a vista…
Agora recolherei
Minha fantasia,
Aquela que vestiu-me
O dia…
Quase impossível
É rever o tempo
Neste retrato que
De mim ele faz,
Hoje, que as flores
Não brotam mais.
E eu quase nada tenho,
Além das marcas senis
No rosto…
As marcas maiores
Que a vida me tem…
Conheço-me nas partes
Menos ocultas,
Mas as que não quereria
Não as faço ver
A ninguém
Às coisas levadas
Pelo mundo
O meu amor
Mais profundo…
Verbalismos
As pegadas na estrada
Só serão visíveis enquanto
Não haja outras, repisadas…
Assim como nossos escritos,
Nossas ações, nossos vícios,
Nosso dia hoje…
Rapidamente diluídos
Em outros tentos…
As pegadas desaparecem
Com o amanhã
Amanhecendo
Em nossas mentes.
Mas o porvir não faz parte
Deste momento
Pela razão simples
De estar por vir…
Ainda vale por agora
O por vindo antes desse tempo
Que amanhecerá em nós
Gravando falas e entendimentos
Que não cogito no sempre,
Advindo desses momentos.
Por todas as mulheres
Dia internacional da
mulher.
Não sei se proponho um
brinde
Ou uma oração…
Talvez os dois
pretextos
Por razões diversas… Sei não,
Sei é do meu muito
respeito
Por esse gênero oposto,
Desde a mulher de meu
berço
À mulher de meu gosto,
E às descendentes
delas…
Às mulheres que me
rodeiam,
Ou não, em seu
silêncio, ou não…
Em seu grito em
desespero
Quando agredida, ou
Em seu grito pela
liberdade
Conseguida…
Em sua força desmedida
Quando acuada ou
cobrada
Na posição de chefia,
ou guarda…
Que homem pode sopesá-la
Na força de sua “fragilidade”?
Que dia é mais propício
A brindar ou orar por
elas?
Que bem assim o merecem…
Talvez numa tarde calma
Como a de hoje quando
A vida se renova em
tantas,
Renasce em úteros
plenos,
Refaz-se em afagos dengos…
Confortam-se em oração.
Alce comprometimento
A cada nova situação,
A cada desprendimento…
Tempo de mães solteiras
Deixadas pela covardia
A criar de si suas
crias…
Vejo batalhas de machos,
Enquanto nem todos
Sejam homens,
Pelas ruelas da lida…
Delas a batalha é outra,
Sangram as palmas pela vida
Em que o luto é despedida!
À mão que assim se reparte
A minha considerativa.
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domingo, 5 de março de 2017
Nas profunduras do tempo
Nasce a vida,
Renasce…
Surge a esperança
Nascidiça
De novo sorriso
Inocente
Sobre as notícias
Desse dia…
Hoje a canção
Se renova
Em tamboramento,
Lamento
De que foi prosa,
Agora senso.
Assim se falseia vida
De lida em lida…
Lida nas entrelinhas.
Braveja o cão assustado
Com tal revelia de fatos,
Do fato de finda a lida.
Essa voz sumida
É mais um poeta
Se indo embora
Na prestação da vida…
Nas chamas da juventude
Vê-se ao frio da memória.
Cantado em verso e prosa
Dessas alegres estórias
Um vai e vem de sonhos,
Um vem e vai de tombos
Ao fim de tantas viagens
Essa cor púrpura invade,
Uma pequena chama
Que se abre entre
As frouxidões da idade…
Quanta espera
Por essa demora
De sentir-se indo
Tarde…
Preferiria estar entre
Essas folhagens invernais
Do que nessa fotografia
Dos tempos deixados atrás…
Na foto ao vivo retrato
De um tempo indo com
A felicidade fugaz…
Porque tudo é dissoluto
Entre as verdades mentidas
Ao tempo de ter-se o luto
Como despedida…
Pobre ledor das inverdades
Trazidas ao cabo da vida.
Das quantas formas vividas
A menos desapercebida
Seria a voz da saudade
Das coisas deixadas livres,
Entre matas e serragens
Uma estreita aragem
Desmedida.
Deveria ter feito mais
Entre as tarefas vencidas…
Mais lenha na fogueira,
Um gelo na limonada…
Um canto livre ao pássaro
Chorando preso…
Agora, no azedume da hora
Não vale arrependimento,
Apenas constatar que o tempo
Explora sua memória
Fazendo chorar a volta
Na hora de ir-se embora.
Nesse velório dileto
Descobrir que morrer pode
Tornar a ser-se feto.
Poderia ter concluído
As tantas pontes começadas
Entre amizades e estradas…
Ter ouvido para óperas,
Ter sentido para perdões…
Ser perdoado também
Entre os pecados cometidos
A cada vez do sentido,
A cada voz da razão.
Assim o poeta, de antigo,
Passa a ser raridade
Entre relógios na parede,
Cucos cantando saudade…
A mera constatação
De que o sol está se pondo
Sem misericordiosa luz
Faz do poeta apagando
Um outro iluminando
O fim do túnel versado.
Levaria tempo infindo
Somar esses labirintos
E voltar a ser lúcido…
Mas que forma levaria
Essa história…
Essa fábula…
Essa crônica do mundo
Tornar-se a voz de tudo?
Nas profunduras do tempo
Há de formar-se uma nuvem
De esquecimento…
As culpas relevadas,
As vitórias desaçamadas,
As voltas valorizadas
Tanto quanto as idas…
As formas de despedidas
Deixadas em lágrimas
Dissentidas.
Deixariam os pensares
Acumularem-se na mente
Entre lamúrias e cânticos…
A voz dos seres antigos,
A voz dos idos ao longe
Entre sons e rabiscos…
Pobres coitados,
Citados como estorvos,
Lobos a fim de lobos,
Rabos a fim de rabos…
Nesse fogo a apagar-se
A última chama indo-se
Aos pendores da tarde…
Algo bem aceitável
Para um tempo findando
Ao crepúsculo dessa arte
Entre inimigos vindo
Conferir-lhe uma reza
De boa viagem.
Assim se falseia vida
De lida em lida…
Lida nas entrelinhas.
Braveja o cão assustado
Com tal revelia de fatos,
Do fato de finda a lida.
Hoje a canção
Se renova
Em tamboramento,
Lamento
De que foi prosa,
Agora senso.
Nasce a vida,
Renasce…
Surge a esperança
Nascidiça
De novo sorriso
Inocente
Sobre as notícias
Desse dia…
Eternamente.
sexta-feira, 3 de março de 2017
A batalha
Eles correm para não perder
O trem,
A vigência do contrato,
A carga da betoneira…
Enfim,
O jogo de todas as regras
Aduaneiras…
Eles correm pela manhã,
Riem de suas pressas,
Choram,
Se indispõem com as sobras
Das arrumadeiras…
Eles se ferem no rosto,
Nas mãos,
No conceito de liberdade,
Há muito perdida…
Eles se socorrem
Como fora os fins de tardes
O fim de vidas.
Eles continuam
Quando perdem um dedo
Ou um olho
Ou mesmo a fé
Nas esperanças esquecidas…
Eles pilotam
Carrinhos de mão,
Elevadores e suas cargas,
Contêineres acalorados…
Ele não se revoltam
Com quase nada
Além de suas forças
Nos braços,
Nas pernas andadas…
Ele se esforçam… Se esforçam…
Atrás de um sossegado bar
Nos seus fins de tardes,
De onde voltam bêbados
De irrealidades.
Eles envelhecem cedo
Som suas feições rugadas
Pelo sal dessas batalhas,
Aparentam suas velhices
Aos quarenta anos
Ou menos…
Eles se transportam
De senhores e senhoras
A troco de suas horas
Mágicas…
Eles se sacodem nas janelas
De “transporte de trabalhadores”
Pelas vias poeirentas
Dos canaviais, dos algodoais,
Das trilhas colheitadeiras
Dos cafezais…
Eles bebem dessa água amarga
De seus corotes
E se vão de volta
Sem um ai.
Eles se acomodam
Como sem sentido
Nessas fossas visíveis
Esgotos abertos ao crivo.
Eles se deformam
Para ajustarem-se à forma
Que lhes é exigida!
Eles não retornam
Dessas suas idas
Ao tempo escravocrata
Desses anos idos…
E quando se arrastam
Pelos anos perdidos
Eles formam outra fila,
A dos desiludidos…
E se conformam
Em terem sido vencidos
Pelo sistema bruto
Do desabrigo.
Eles se transformam
De desvalidos
A soldados desfardados
Quando a brisa apaga
A noção dos nadas
E o canto paira
Entre esmolas dadas
Pelas mãos que abatem
E se tornam fardos…
Eles são os fardos
Dessa jornada
Entre o suado labor
E os desocupados…
Eles tornam às casas,
Rezam cantorias,
Criam seus cajados,
Mordem a própria isca
De desalojados
Pela imperícia
Dos periciados.
Eles tornam à vida
O dia feriado.
Tudo abandonado em volta da cama
Estranho como as coisas
Morrem com seus donos…
Enterramos o companheiro
E vamos guardar suas tralhas,
Seus sapatos estão mortos,
Suas calças, seu relógio de bolso,
Seu boné de feltro,
Abandonados na gaveta,
Inclusive a cama desfeita.
Nós temos tudo que não temos,
Donos de cães e gatos,
Casa e terrenos… Gado…
Gado a perder de vista,
Entre acordos e extremos,
Sonhos que a realidade destitui,
Nossos cães e gatos são patrões,
Nossos domicílios são de menos,
Gados pastando ervas
Sem se reconhecerem propriedades.
O que temos, enfim, que temos?
Talvez no futuro a saudade.
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Se alguém resolve faze-lo,
Até a idade da razão
Último apelo…
Todos temos
Arcanjos no nome,
Poucos os tem
Na consciência…
Dos velho passantes
Ficaram as sombras
Que se deligam deles,
Cambaleantes…
Propalado
Assisti algumas missas,
Desacreditando no inferno.
Agora o Papa diz o que pensava…
Mas já não acredito em nada
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