Escombros
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Conflitos
Dos conflitos do dia
A violência perde ponto
Para os discursos politizados,
De mais morbidade latente
Em suas palavras ocas...
Nos conflitos de uma vida
O redor se organiza
A infernizar relacionamentos,
Aparentemente perfeitos...
Dos ocasos ocorridos nisso
As formas de suplício
Jazem em mentes perversas
A organizar eventos
Ao sabor dos ventos...
Assim sobrevivem as traças
Corroendo congressistas
De passos lentos...
sergiodonadio
sábado, 2 de setembro de 2023
Até o limite da dor
Por anda nosso conceito de dor?
Entre o parto e o sepultamento
Cumpre-se uma extensa listagem
Do que é mais doído, no cedo ou
Tarde na profusão de horários?
Se um membro desmembrado
Pode afetar mais que um nervo
Dissociado do par coso celibato...
No limite da dor, a dor do agora
Entre partos e partidas onerosas
Faz-se condoído a mais da conta
Na remonta da desmemoriada
Fonte de estragos na bagaçada
Dói a recentemente apagada...
sergiodonadio
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
O mundo se sabe pronto,
Como um adolescente
Tentando mandar-se...
Da casa em ruina
O alicerce ainda está vivo
Entre formigas e traças
Ao desabrigo...
O tempo ensina: Quando morrer
Não ser assunto de jornal...
Peremptório
Quando a frequência de sexo
Perde a importância, mas
O amor continua acontecendo...
NAS SOBRAS DO DIA
Encomendo as alegrias
De vez desalegradas,
Juncando para este dia
As desalegrias passadas...
As vozes que desmereço
Por tê-las deixado vazias
Nas eras de recomeços
Quando flores se floriam
Sem pesares de malícias...
Por tantas desalmas dadas
Por certo alguém preferia
Sangrar verdades doídas
Entre melhores mentiras
Que o dia me oferecia...
LISTA DE EDIÇÕES
quinta-feira, 10 de agosto de 2023
quinta-feira, 13 de julho de 2023
Aqui, na paz do
silêncio,
Silencio tensa a
sobra deste dia.
Aqui, entre flores
e espinhos
Idolatro a arte
ter-me vindo.
Aqui, entre
pilastras firmes
Me enternece a
mente
Esquiva desse
labirinto...
Daqui d’onde me
aprecio,
Vejo a parte
límpida dessa
Fonte a laborar o
brilho...
sergiodonadio
Quem sabe o vinho
Inda brote neste
umbral
Espremido em
frutos
Deixados no
quintal...
Parece insano
O termo que ouço:
-Grunhido
humano...
Quando o sol se põe
As verdades recrudescem
Com tal força intrínseca
Que a dor espairece entre
Parições antigas...
Agora, às seis horas da tarde
A face enrubesce e desfaz-se
Em folhas soltas de preces
E raízes descarnadas...
Agora todas as sombras
Se desensombram dos nós
Que tropeçavam nelas
Ao sol do meio do dia
Expresso em agonias...
Outonal
A linha tênue
Entre as franjas do verão
E as outonais se iluminam
A este sol brilhante
Das onze horas deste dia
Disposto às alegrias de viver
E viver-me em sentimento...
A linha se atenua em suores
Nesta manhã de afazeres
E desfazeres de imbróglios
Advindos das festas finais
De um ano pandêmico
E bagaço demais...
sergiodonadio
Forração de ideias
Dizemos,
Inadvertidamente,
- Vou tomar uma água.
- Vou levar um tempo.
Como se pudesse
Dividir água ou tempo
Em partes de divertimento
E advertimento...
Fácil se arguiria sobre partes
Divididas em lidas
De forrar ideias de idas e vindas
Como argumento
Uma vez ditado o
verso
Perde-se no
universo...
Estamos parados no
tempo,
Um tempo assim ilusório,
Que ao ver tentos
vencedores
Tornamo-nos seus
servos
Aduladores...
Com meus botões
Das vezes que
parti
A conta não tem
hora,
Fico com meus
botões
E o tempo
evapora...
De tudo que perdi
Jogando o tempo
fora
Fico com meus
botões
E o tempo evapora...
Será que esqueci
O quanto nós
sofremos
Antes de
machucados?
De tudo que
esqueci
Perdendo de hora
em hora
Vi o tempo ir embora...
sergiodonadio
Os mares
desmedidos
Na medição dos
mares
As marés mentem-se
Atribuindo às
areias
Que se repartem
Em teias dos
tempos
De mares
desmedidos
Nas marés
cheias...
A água está imóvel
Sem a precisão dos
homens
E se rebelam
contra
A invasão dos
foles
Entre solfejos e
redondilhas
A pô-las em
movimento
Não por sua
vontade,
Por seu alento
Ao vento...
Fujo da tristeza
Que me acode os
dias,
Que vida se guia
Com certeza
Pelas alegrias...
Desmembradas
as fases
Socorrem-se às
lidas
Testando as
verdades
Nas despedidas...
Sei que não tenho
as forças
Que tinham meus
ascendentes
Mas espero ter a
coragem
De ir em frente...
Acolitados
Dizem que a
riqueza moderna foi inventada, há cerca de 200 anos, o ocidente teria
descoberto como enriquecer, os que aprenderam prosperaram, os outros patinam
neste “aprendizado”. Duas ideias erradas: Uma que vem da exploração, advinda da
revolução industrial, que prega o poder de alguém enriquecer tirando do outro.
A segunda, concebida no mesmo erro: A riqueza vem do aproveitamento dos
recursos naturais de cada região. Os recursos naturais dependem do mercado, sem
isto nada valem. A riqueza moderna não vem de ter fonte primária, mas de
descobrir como usufrui-la, os países com pouca chance de recursos naturais, o
Japão por exemplo, mas com habilidade de exploração desses recursos oriundos de
outras partes, são os que mais usufruem dessas fontes. O mundo colonialista
pode não ter tirado proveito das colônias a ponto de enriquecer, pois as
riquezas vindas das colônias foram suplantadas pelos encargos. Tampouco o fato
de ter sido colônia tornou pobre, irremediavelmente, o colonizado, pois quando
se libertaram tornaram-se economicamente competitivos, agora algumas dessas
ex-colônias florescem num patamar idêntico aos seus colonizadores, outras, que
não tiveram essa experiência, não atingiram boas condições. Isso não justifica
o colonialismo, que conceitualmente contrariou os valores modernos. A
exploração do ser humano pelo outro ser humano assume diversas formas, a mais
característica é do escroque que explora o crédulo. Levando isto ao nível de
nações, pode-se imaginar que os países ricos provocam a estagnação dos países
pobres. De certo modo pode ser real, mas sem a exploração das fontes, alcançada
pela tecnologia implantada pelos poderosos, esses recursos continuariam sem
valor algum. Segundo estudos a terra possui recursos naturais suficientes para
a população crescente obter melhores padrões de vida. A sustentação dos países
mais pobres são as transformações internas, incluindo políticas humanitárias,
melhorias na agricultura, na modernização, até dos conceitos. A independência
do auxílio exterior só pode secundar o esforço interno, os países pobres têm
uma difícil tarefa de criar novas maneiras de agir frente ao “coitadismo” usado
como parâmetro ante favelados e flagelados, desistidos de resistir ao poder do
aquinhoado de persuadi-lo de sua “incompetência”. Este ajeito de apequenar a
competência pela aparência destrói a autoestima do que vem de baixo, fazendo-o
considerar-se inapto pelo fato de assim ser tratado. Voltando ao coletivismo de
nação, encontram-se argumentos de que países ricos devem concessões ao terceiro
mundo, pela necessidade de recursos naturais deles, erroneamente interpretados.
Segundo Herman Kahn na sua teoria sobre a situação nos próximos 200 anos,
apontando dez motivos para o abismo entre ricos e pobres, a situação ajuda os
mais desfavorecidos a desenvolverem-se mais depressa, pois os países ricos
fornecem mercados, tecnologias, exemplos para serem copiados e são forçados a
criar mercado para desenvolvimento dos países pobres. Isto não é gratuito, mas
seria pior sem este prato feito para os chamados países pobres alimentarem seus
sonhos de fartura.