quinta-feira, 9 de julho de 2015





Os construtores do mundo


Entre os que destroem seu redor
Tem os que se matam, por amor,
Ódio, que se ferem por ferir, ou
Pela dor de não poder partir...
Neste mundo indiferente
De que seja pedra ou gente.
Tem os que reconstroem
E que farão tudo novamente,
Por amor ou dó ao doente...
Este sabe-se melhor e
Melhor se sente.

















O mar está longe,
O sonho está longe.
Onde estão as coisas
Possuídas?
Passíveis de nunca acontecer
Limito-me a olha o mar e
O sonho nesta pintura,
O que me torna menor que sou,
Apenas criatura.
Mas continuo meu passo
Viajeiro
Que importa o mar ou o sonho,
O que vi primeiro?












Não que eu saiba



Não que eu saiba
O  que se passa em tua estrada.
Não que eu saiba
O que se passa em tua mente...
Se me mente ou desmente
Quem o frequente...

Não que eu saiba
O que o amanhã me traga,
Mas talvez preconize
Alguma farsa
Na tua paz frequente
Meio ausente...

Pelo que eu saiba
A vida é esta parada indigente,
Mas honesta
Sobre o que te resta
A cada imprevista chegada
Ou partida

Sergiodonadio.blogspot.com

quarta-feira, 8 de julho de 2015



                                Cotidiano trágico
Assisti uma cena perturbadora esta manhã, quando um caminhão atropelou um senhor de bicicleta, que veio a óbito. A princípio terminaria aqui meu impacto com tal cena, já que não posso fazer nada sobre o ocorrido, infelizmente. Mas, a repetição de fatos dessa natureza em nossa “provinciana” cidade me impacta muito mais, visto que o ciclista, como é de costume por aqui, subia numa rua contra mão e o caminhoneiro não teve visão de sua presença, não esperada naquela posição, há que se alertar usuários de nossas vias para tais fatos: ciclistas na contra mão e motoristas com a atenção na sinalização, deixando para segundo plano ocasionalidades desse tipo, pedestres, ciclistas, motociclistas, fora de sua área de visão, no ponto cego dos retrovisores principalmente. Confesso que, além daquele corpo estendido no chão, o que me impactou foi a reação das pessoas, uma centena delas choramingando ao redor dos socorristas, criticando, lamentando, e, principalmente duas cenas, a de uma pessoa anotando a placa para jogar no bicho e de alguns adolescentes escarnecendo sobre o ocorrido. Talvez a acostumação com a fantasia dos filmes e com a deliberada luz sobre acontecidos no submundo das cidades, nas TVs, focando cenas desse tipo como notícias prioritárias, seja a pedra sobre os corações das pessoas, endurecidos por isso.
Busquei dados na autoridade policial sobre ocorrências de trânsito em nossa cidade, em 2014 tivemos a perda de NOVE vidas nessas circunstâncias, o que me parece exageradamente drástico! Tivemos mais de mil acidentes em nossas vias públicas no ano, com mais de quinhentas vítimas, sendo 40% envolvendo motos! Desses acontecidos vinte e três atropelamentos de pedestres fecham uma conta assustadora, visto que temos uma cidade até certo ponto bem sinalizada, ruas de mão única, vigiadas pela autoridade policial nos pontos de maior movimento. Não estendo, por desconhecimento, para outras cidades de mesmo porte essa estatística, mas me parece que podemos prevenir melhor tais desastres, temos uma frequência de multas por estacionamento em áreas de descarga, por falta da luz de emergência ligada, em áreas preferenciais para deficientes e idosos, estão presentes ali os “guardas”, para multar ou instruir? Se para instruir, por que não uma campanha para que ciclistas principalmente respeitem tais sinalizações? Os sinais luminosos são para todos, pedestres confundem o “pé na faixa”, quando o sinal fecha para ele o carro avança ao sinal aberto para si, sobrepondo-se ao pé na faixa nessas circunstâncias. É muito distraimento a pessoa atravessar a rua sem observar o trânsito, agora com celulares aptos para quase tudo, piorou muito... Parece-me que as vidas humanas transitando entre máquinas perderam seu valor, é preciso conscientizar o pedestre do perigo da máquina, e os condutores das máquinas, de que também eles são pedestres, a princípio. A opção de quem pode mais chora menos não condiz com a necessária convivência dos desiguais, que se equalizam noutros momentos, por que não em todos?

segunda-feira, 6 de julho de 2015



                            Hoje é dia do   O Hino Nacional Brasileiro
O poema proclama: 1“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante e o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da Pátria nesse instante” com ênfase ao brado do brasileiro pela liberdade. 2 “Se o penhor desta igualdade conseguimos conquistar com braço forte, em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte!” deixa claro que não foi mansa. 3 o estribilho que ainda hoje vibra: “Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve!” conclama para o patriotismo, muito avivado à época. 4 “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do cruzeiro resplandece.” Este céu emociona a cada vez cantado junto ao poeta. 5 “Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza” alguém duvida? 6 “Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada! 7 “Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!” 8 “Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, fulguras, ó Brasil, florão da América,iluminado ao sol do novo mundo!”a beleza é visualizar este cenário ainda hoje. 9 “Do que a terra mais garrida, teus risonhos, lindos campos têm mais flores; nossos bosques têm mais vida, nossa vida no teu seio mais amores” hoje vemos tão garrida é essa terra... 10 “Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve!”11 “Brasil, de amor eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado, e diga o verde-louro dessa flâmula: Paz no futuro e glória no passado”12 “Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte” para pensar...13 “Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada!”14 “Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!”Alguém duvida? Uma poesia cheia de exclamações, tão necessárias... Quem não o ame, que se retire.
Um dos quatro símbolos oficiais da República, tem música de Francisco Manuel da Silva. compositor, maestro, composta em 1822 chamada de "Marcha Triunfal" para comemorar a Independência do país. A letra de Joaquim Osório Duque Estrada poeta ensaísta, membro da Academia Brasileira de Letras feita em 1909. Foi adquirida por cinco contos de réis em 22  pelo presidente Epitácio Pessoa e oficializado pela lei n.º 5.700 de 1971. A música, bastante popular durante anos, recebeu duas letras. A primeira, quando Dom Pedro I abdicou do trono, de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, cantada com a execução do hino, no cais do Largo do Paço, atual Praça 15, a 13 de abril de 1831, em desacato ao ex-imperador que embarcava para Portugal. A letra dizia: “Os bronzes da tirania/Já no Brasil não rouquejam;/Os monstros que o escravizavam/Já entre nós não vicejam”. No segundo reinado, era executado nas solenidades oficiais, sem a letra. Após a Proclamação da República em 1889, um concurso foi realizado para escolher um novo Hino. A letra vencedora não foi aceita pelo público: "Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!..." seria oficializada como Hino da Proclamação da República, e a música original, continuou como hino oficial. em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909, oficializado por Decreto do Presidente Epitácio Pessoa em 22. A partir de 2009, o hino tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país, ao menos uma vez por semana.


O chão que nos abriga



O chão que nos abriga
Nos da a visão dos céus
E suas estrelas e suas almas...
E a consumação dos sonhos
De nossas pasárgadas...
O chão que nos abriga
Dá-nos alimento e piso
Firme para nossa caminhada
Antes de nos cobrir corpos
Apodrecidos nele...
O chão que nos abriga
Dá-nos a aliança matrimonial,
Patrimonial, filial...
E não nos foge à briga
De sermos donos insanos
Desses seus quintais.
O chão que nos abriga
É-nos uma companhia a mais
Nesses suores fúteis
A que nos deixamos lidar.







Ainda que...


Ainda que...
Não tenha elegido tal poder
Em mãos tão bandidas...
Ainda que... Não os tenha
Procuradores impensados
Dessas nossas lidas...

Ainda que...
A força demonstrada inepta
Seja efêmera, rasa, torta...
Ignóbil estreita mente...
Teremos por saudade a trave
De usuras próximas?

Ainda que...
Estejamos de mãos postas
Apenas assistindo desaforos
Que nossos bolsos repelem
E se nauseiam em tê-los
Como vísceras abertas...

Ainda que...
Queiramos o novo como
Promessa, abstida ser
Enquanto perca, saibamos
Que ao sofrer tal perda
Nos debelamos lento...

Pela paz roubada com
O roubo de nossa grana,
Pelo futuro duvidoso
De nossos descendentes,
Sejamos francos: ainda que
Possamos, nós erramos!

Somos responsáveis
Pelo voto, pelos devotos,
Pelos ex-votos a perecer
O tempo de derrotas
Impostas pela ineficiência
Dessa gama.

sergiodonadio.blogspot.com

domingo, 5 de julho de 2015






O que se espera
Do mau caráter,
Político, compadre?







Como já dizia Bukowski


Eu não tenho razão para curtir
As coisas sem alma,
Os supérfluos da lida...
As manhas das manhãs frias...
As alegorias cantadas gemidas...
Um tanto farto de tudo isso
Me basto no abastado som
Da periferia, que me encanta...
Dou meu tempo a esse tempo
Que me dá seu tempo,
Peremptoriamente lento, tenso,
Extenso até o outro tempo,
O da letargia.










Obviedades


O dia hoje
Parece tão distante
Do ontem...
Longínquos acontecimentos
Balizam a opinião restante
Desses dias antes
Do que vivemos agora
Com a derrota da ética
Com a fanfarra muda,
Com as pessoas tristemente
Caladas...
O dia hoje
Se diferencia de todos os outros
Dias gerados desde
O início desta vivência
Tida como bela... Mas passada
Em vãos olhares frios,
Distantes...
Óbvios.





Madame Bovary


Por que
A paz fica tão distante?
Fora do mapa sobre a mesa
As incertezas...
Além do horizonte de nossos olhos
Confabulam por lá
Fatos que não pudemos ver,
E suas músicas
Aquém de nossos ouvidos...
E seus sonhos fora
De nossos sonhos...
Seus sentimentos alheios
Aos nossos, perdidos
Nas obrigações dos dias.
A felicidade não é o que se lê,
É o que se vive do que se lê...
A realidade para assumir
Cada sonho... Importa ao sonho
Que se o realize pleno,
Antes que decorra.

Sergiodonadio.blogspot.com