quinta-feira, 24 de dezembro de 2015



Quando João Batista batizou Jesus, mostrou-o à multidão e disse:-Eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.Ungindo Jesus como o Messias. Na época de seu nascimento, vieram do oriente médio três magos à procura do recém-nascido rei dos judeus, seguindo a estrela guia. Ouvindo tal notícia Herodes reuniu os sacerdotes para saber onde nasceria tal rei, chamou então os magos para dizer-lhes que também queria reverenciá-lo, os magos o informariam, assim que soubessem, e continuaram seguindo a estrela até que ela parou sobre o lugar onde se achava o menino, prostrando-se o adoraram e o presentearam com ouro, mirra e incenso, retornando para o oriente por outro caminho, desviando para não encontrarem Herodes, que, vendo-se enganado, mandou matar todos os meninos com menos de dois anos, do reino. Seguindo a voz do anjo, José levou o menino e sua mãe para o Egito, fugindo à fúria de Herodes, onde viveu até a morte deste, voltando então para fixar-se na Galiléia, na cidade de Nazaré, cumprindo-se a profecia de que Ele seria chamado Nazareno, donde iniciou a pregação de sua fé, fazendo dos pescadores do lago pescadores de homens, segundo suas palavras, seus apóstolos.
            É longa a história da trajetória humana de Jesus, mas o que fica para os cristãos é seu ensino moral, diante desse código divino todos se unem, difícil é seguir à risca o código de proceder na vida privada ou na vida pública, princípio básico das relações sociais que se fundam em tal rigorosa visão. Todos admiram a sublimidade deste homem, poucos porém conseguem segui-Lo, e menos ainda O conhecem a fundo para poder dizer-se íntimos Dele. Coloco-me entre esses ignaros e pretensiosamente me atrevo a erguer um brinde ao Aniversariante, neste dia, convidando os convivas para ler o sermão da montanha, belíssima página, aula de vida e convivência que fará pensar melhor o verdadeiro natal, sem alegorias.Na MAGNA CARTA , o sermão da montanha, a seguir, Jesus pregou os princípios que devem guiar os que festejam hoje seu aniversário, cristãos de todo mundo, que se unem em oração, brindando assim ao verdadeiro sentido de natal.                                          


                                    Excertos do sermão da montanha:            fb

Convido–os a meditar sobre o sermão da montanha, donde apreendemos lições proficientes, ensinadas há dois mil anos e atuais no seu sentido maior de regrar a conduta da vida. Se conseguirmos levar a sério as palavras de Jesus, quando diz que devemos dar a outra face quando nos baterem na direita, em vez de retrucar, como no “olho por olho dente por dente”e fazer as pazes com adversários enquanto estamos a caminho com eles, esquecendo as ranhuras, e, que devemos dizer sim quando a resposta for sim, e não quando for não, sem titubear. Que não devemos alardear a esmola dada, às trombetas, que não sejamos hipócritas como os que gostam de rezar empertigados, nos templos e esquinas, mas que rezemos em silêncio, nos nossos quartos, de portas fechadas, que o Pai está presente nos lugares ocultos e ouve intenções. Que, ao rezar, não multipliquemos as palavras, a oração que nos ensina traz sete petições, as três primeiras visando à glória de Deus, as outras quatro os nossos interesses espirituais e temporais, ou seja:”Pai Nosso que estás no céu, Santificado seja o Teu Nome”que Deus deve ser respeitado e venerado.”Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”que visa a conservação da vida corporal.”Perdoa-nos as nossas ofensas assim como perdoamos os nossos ofensores”a miséria moral que oprime é pior que a indigência material e a condição para obter o perdão é o perdão aos nossos inimigos.”E não nos deixe cair na tentação mas livra-nos do mal”tentação é provação, contratempos da vida e sedução pecaminosa da concupiscência.e, finalizando com o “amém”, que vem do hebraico,”assim seja”,rogando ao Pai que conceda o pedido em oração.
Por fim, que é preciso olhar os lírios no campo e as aves no céu, que crescem sem se afadigar ou fiar, sem juntar ou ambicionar, e nem por isso tiram um côvado à duração de suas vidas. Se conseguirmos viver com a bondade no coração, seremos dignos da companhia deste homem, que viveu segundo tais princípios e não cedeu, mesmo condenado por sua crença, à força dos poderosos. Os poderosos de então sucumbiram à história, e Jesus, o aniversariante, permanece nos corações dos cristãos. Que assim seja para sempre.
deveria estar festejando o natal que se aproxima, mas, indignado com a repetição dos atos(este poema tem 30 anos) repito-o aqui, reclamando... desculpem
Fulano, sicrano, beltrano...
Cidadãos de uma Pátria
Acima dos párias,
Herança dos coronéis,
Falando... Falando...
Não falem por nós,
Viventes sem voz!

Anões antenados,
Em suas cadeiras
E suas legislaturas.
Mentira... Mentiras...
Assim são as falas,
Suas falas vazias.
As salas e antessalas
Espera... Espera...
Por nada, senhores,
Monumentos à farsa.
De seres sem sal,
Sem tempero algum...
Senhores vazios, vazados,
Abrigos de ratos,
Não falem por nós,
São nossos liames, atados
Às salas vazias falas vazias
De mercenária confraria.
De vós que desfazem
À nós que vivemos
Sem eira nem beira,
A beira do caos.
Por nós, que sofremos
Calados, calastes.
Sua fala é de contos
De fadas, Madrinhas,
Amadrinhadas, de leões
Que só rugem, de ratos
Que roem, e, enfim,
Em nós tanto dói, calai!
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015



Dos quereres de Deus
À consciência de natal

Quase tudo que se espera da vida
O cristão dá graças a seu Deus...
Se Deus quiser... Que Deus ajude...
Assim pesa menos o dever de cada
Com sua arcada constância
De fazer coisas erradas...
E acertar com um deus imaginado
Corretor das obras por desvios...
Dos quereres desse deus ninguém
Alardeia vontades, desvontades,
Irritações por imagens acabadas,
Deixadas sorver na mágoa
A parecença de nadas.
Pelos quereres desse Deus
O tempo em tempo deságua.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Memórias de natais
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que prometias
Era pouco e se acabou
Como todas promessas,
Como sim e tantos nãos,
Como a marca pela relva
E o cheiro nos hortelãs...

O anel que me tomaste
Era lástima e me quebrou
Em tantos cacos amargos
Que o tempo desluziu.
Assim mo deste, a pedido,
O sim a cada menção, e,
Enfim, como que pariste
O que seria mais um não.
O anel que não me deste,
Prometido como o foi,
Fez-me amargo e freio
Das outras pontas da dor.
E do amor que me negaste
Entre a promessa e o real
Sobra amargo regresso
A cada ponto final.
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domingo, 20 de dezembro de 2015

Por trás do frio da noite
recordando natais

Preocupa-me o gelo
Das contradições do ego.
Quantos em camas quentes
Nem sabem da rua fria...

Sei que é piegas querer
Que todos tenham cobertas,
Mas é doloroso sentir que
Uns tantos choram o frio...
Preocupa-me o lamento
Na rua aquele frio doído
Dos tempos das batalhas...
Em pleno tempo de paz
Que guerra é essa,
Que não acaba mais?
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sábado, 19 de dezembro de 2015



Gestos
Recordações de natais...

Meus pais se amavam, muito,
Agora vejo o quanto o sinto,
Criaram juntos um mundo
Para seus filhos sob suas asas.

Ele chegava das roças munido
Com sacos de mantimentos,
Cansado, mas satisfeito,
Ela o esperava, casa pronta,

Filhos dormidos, fogão aceso,
Chuveiro de balde com água
Quente e um prato feito...

Pelos tempos arados seguiam...
A isso não chamavam amor
Mas era um amor perfeito.


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