Não mais que isso
Não mais que isso
O sujeito chega e abraça
O que deveria ser um parco
Bom dia...
Não mais que isso.
Não mais que isso,
Nesta tarde sem sol ou sombras,
O sujeito te conhece mais que tu
Mesmo saiba dos acontecidos...
Não mais que isso
Não mais que isso
De somar momentos e mementos
E trabalhar caretas de expressões
De raiva ou desalento, ou até
Não mais que isso
A oportunidade de zerar as contas
Entre os que te convivem e
Os que te usurpam sentimentos...
E, para este momento o grito
De não mais que isso!
Obras de artes
A vida começa
Quando a gente acorda.
Antes era projeto,
Rascunho,
Mas o contra piso avisa
Que ergueremos paredes
Entre as verdades
E a aceitação das mentiras...
Com um quadro falso de Picasso
Na parede da rua e
Uma porta estratégica
No outro lado
Para a fuga.
domingo, 1 de janeiro de 2012
De sobra
Eu era apenas um menino...
Mal copiava as lições no quadro
Ele se apagava,
(E na minha memória também)
As coisas desimportavam
Na medida em que não
As entendia ou me entediava...
Mas eu era apenas um menino...
Queria correr a pipa, jogar bola,
Não queria cortar as unhas sujas,
Minha aceitação, sua derrota.
Corri dessas escolas copiosas
De me fazer letrado ou prosa...
Mas eu corria das provas...
Eu fui apenas um menino,
Deseducado de aprender datas
E nomes famosos, todos mortos...
Mas agora, todos mortos, se
Não esquecidos em suas covas,
Insepultos na minha desmemoria.
Eu sou apenas um menino...
Que não foi embora.
desprecisados
Quando as pessoas
“desprecisam”...
É um perigo,
Pensar-se independente
do mundo
Num mundo interdependente,
Global,
E ser lacônico nisso,
Olha, é um perigo.
Perigo de bater nas paredes,
Ter as portas fechadas
para cada ação,
Ter as janelas corridas,
As luzes apagadas...
As mãos recolhidas
Na hora da benção...
Eu não preciso de você
É um perigo
De contaminação.
Eu era apenas um menino...
Mal copiava as lições no quadro
Ele se apagava,
(E na minha memória também)
As coisas desimportavam
Na medida em que não
As entendia ou me entediava...
Mas eu era apenas um menino...
Queria correr a pipa, jogar bola,
Não queria cortar as unhas sujas,
Minha aceitação, sua derrota.
Corri dessas escolas copiosas
De me fazer letrado ou prosa...
Mas eu corria das provas...
Eu fui apenas um menino,
Deseducado de aprender datas
E nomes famosos, todos mortos...
Mas agora, todos mortos, se
Não esquecidos em suas covas,
Insepultos na minha desmemoria.
Eu sou apenas um menino...
Que não foi embora.
desprecisados
Quando as pessoas
“desprecisam”...
É um perigo,
Pensar-se independente
do mundo
Num mundo interdependente,
Global,
E ser lacônico nisso,
Olha, é um perigo.
Perigo de bater nas paredes,
Ter as portas fechadas
para cada ação,
Ter as janelas corridas,
As luzes apagadas...
As mãos recolhidas
Na hora da benção...
Eu não preciso de você
É um perigo
De contaminação.
cravelhas
A gente fica aqui,
Rabiscando a espera...
Puxando uma chave
Para o próximo poema
Mas
Não é o melhor momento.
Talvez amanhã melhore
Este sol que arde
E essa chave que
não se abre...
manobras
As coisas acontecem
E desacontecem...
A gente fica tentando
esquecer
A manigância
das coisas sobre
nossos pensamentos
Hostis.
Quando seremos
auto-suficientes
Para descartar
os maus momentos?
A gente fica aqui,
Rabiscando a espera...
Puxando uma chave
Para o próximo poema
Mas
Não é o melhor momento.
Talvez amanhã melhore
Este sol que arde
E essa chave que
não se abre...
manobras
As coisas acontecem
E desacontecem...
A gente fica tentando
esquecer
A manigância
das coisas sobre
nossos pensamentos
Hostis.
Quando seremos
auto-suficientes
Para descartar
os maus momentos?
Quando tudo se completa
Quando
Tudo está completo
Morre-se
Completamente.
Uma transa
Está completa quando
Surge o fruto dela
Gente,
E nasce
E se procura
E se encontra
E se remonta...
E viaja pelos trens
E viaja pelas chagas
E viaja pelos sonhos
E se desfaz
Quando tudo se completa.
fuga
Tens o subterfúgio
De morrer tentando...
Entendo que nada deu certo.
Entendo que quebrou seus elos,
Entendo que perdeu seus dedos
Além dos anéis, entregues,
Mas tens o subterfúgio
De morrer tentando.
Quando
Tudo está completo
Morre-se
Completamente.
Uma transa
Está completa quando
Surge o fruto dela
Gente,
E nasce
E se procura
E se encontra
E se remonta...
E viaja pelos trens
E viaja pelas chagas
E viaja pelos sonhos
E se desfaz
Quando tudo se completa.
fuga
Tens o subterfúgio
De morrer tentando...
Entendo que nada deu certo.
Entendo que quebrou seus elos,
Entendo que perdeu seus dedos
Além dos anéis, entregues,
Mas tens o subterfúgio
De morrer tentando.
Assinar:
Postagens (Atom)